De janeiro a agosto deste ano, choveu em Sumaré o equivalente a 395 milímetros (mm), conforme dados do acompanhamento pluviométrico realizado pela BRK, concessionária responsável pelos serviços de água e esgoto no município. Isso faz de 2024 o ano mais seco desde que a série histórica se iniciou, em 2013. Até então, o pior resultado havia sido registrado em 2014, quando choveu 549 mm nos oito primeiros meses do ano.
O acompanhamento pluviométrico é realizado pela BRK com o objetivo de avaliar as condições dos mananciais e garantir a segurança operacional do sistema de abastecimento de água tratada. No comparativo com 2023, por exemplo, a queda no volume de chuvas na cidade chega a 53,4%. No ano passado, nos primeiros oito meses, choveu o equivalente a 848 mm.
O período de estiagem em todo o Estado neste ano começou antes do esperado e já provoca reflexos nos níveis dos mananciais de abastecimento. O rio Atibaia, o principal para a captação de Sumaré, opera nesta semana em estado de atenção com nível de 1,53 metro, frente a um mínimo necessário de 1,20m. Já a represa do Marcelo, está com 53% da sua capacidade operacional, em estado de alerta, uma vez que o mínimo necessário é de 38%.
A captação do Horto 1 é o único dos quatro mananciais a operar em condição de normalidade e está com 100% de sua capacidade. No Horto 2, a capacidade atual é de 68% e o mínimo necessário é de 62%, portanto, seu estado é considerado crítico.
“O volume de chuvas em 2024 foi especialmente baixo até aqui, contrastando com o cenário que tivemos no ano passado. Por isso, a baixa na vazão dos mananciais é uma consequência natural. A concessionária, contudo, vem trabalhando desde o início da estiagem com ações para manter o abastecimento de água potável operando em normalidade para toda a cidade”, afirma Daniel Makino, gerente de Eficiência Operacional da BRK.
Menos chuvas e mais focos de queimadas na cidade
Makino alerta que, além das atividades da concessionária, é importante que todos mantenham a prática de consumo responsável da água neste período marcado por poucas chuvas e temperaturas acima da média. O quadro é agravado pela baixa umidade e pela má qualidade do ar, causada pelo grande número de queimadas registradas na cidade e região.
De janeiro a setembro de 2024, uma área equivalente a 307 hectares de vegetação já foi queimada em Sumaré. Um aumento de 78,5% diante dos 172 hectares registrados no ano passado. Além da piora do ar, a fumaça proveniente das queimadas e a fuligem levam a um aumento do uso da água tratada para serviços de limpeza.
Jogando Junto pela Água
Para incentivar a prática do consumo sustentável da água, a BRK mantém a campanha Jogando Junto pela Água. No site www.jogandojuntopelaagua.com.br são disponibilizadas orientações sobre o uso racional da água além de dados sobre as condições dos mananciais, atualizados semanalmente, e do volume de chuvas, mês a mês.
Entre as dicas disponíveis no site estão ações que podem ser adotadas de forma simples, como reduzir o tempo de banho, fechar a torneira ao escovar os dentes e ensaboar a louça, reutilizar a água da máquina de lavar para a limpeza de quintais e adiar tarefas como a lavagem de carros. A recomendação é para que o consumo da água seja priorizado para a hidratação, higiene pessoal e preparo de alimentos.