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Água de chuva e esgoto não combinam: BRK Ambiental alerta para riscos à rede

17 de Janeiro de 2020

 

As chuvas típicas do verão começaram trazendo de volta um problema que gera transtornos para a população e compromete a eficiência operacional do Sistema de Esgotamento Sanitário dos municípios, inclusive de Cachoeiro de Itapemirim: a interligação indevida e irregular da água de chuva na rede de esgoto. Tal prática, muitas vezes causada por desconhecimento sobre o assunto ou ligações clandestinas, é proibida por lei, pois contribui com o entupimento e o extravasamento do esgoto em vias públicas e pelos ralos e vasos sanitários de domicílios, estabelecimentos comerciais e indústrias. 

“Com o volume de chuvas, aumentam as possibilidades de ocorrências de vazamentos e de retorno de esgoto, que podem atingir ruas e imóveis”, alerta Jocimar de Assis Alves, gerente Operacional da BRK Ambiental, concessionária responsável pelos serviços de água e esgoto em Cachoeiro de Itapemirim. Em épocas de chuvas intensas, o número de ocorrências nas redes de esgoto no município chega a ser quase o dobro se comparado ao período de estiagem. 

No dia 15 de janeiro, a BRK Ambiental iniciou uma campanha educativa com o objetivo de sensibilizar a população para o problema. Os mais de 62 mil clientes estão recebendo uma carta explicando as consequências da ligação da água da chuva na rede de esgoto. Segundo Jocimar de Assis Alves, a empresa informa e orienta os moradores sobre a ligação correta da rede das águas de chuva e os cuidados com as redes de esgoto, que são projetadas para receber exclusivamente o efluente dos banheiros, das pias e da cozinha.
 
Há cinco anos, a concessionária desenvolve o Programa de Vistoria Residencial, com equipes, devidamente identificadas, percorrendo as casas, em diferentes regiões da cidade. O funcionário explica as consequências da ligação irregular da água de chuva à rede de esgoto e realiza as vistorias no interior dos imóveis. Desde que foi iniciado, foram identificadas 206 irregularidades por meio do programa.

A BRK Ambiental, durante as vistorias, busca checar ralos e calhas e confirmar se a água de chuva está sendo enviada de forma correta para a galeria de água pluvial ou irregularmente para a rede de esgoto. “Essa checagem é feita com o uso de corantes e por testes de fumaça. Caso a água de chuva esteja conectada à rede de esgoto, o morador recebe uma carta de orientação e tem até 90 dias para fazer as adequações”, explica o gerente operacional.
 
Ao verificar que está ocorrendo retorno pela rede coletora da rua, o morador deve entrar em contato com a BRK Ambiental, que irá orientá-lo sobre como proceder para solucionar o problema. Já no caso de o retorno acontecer pela instalação interna da residência, é necessário retirar o lançamento irregular do telhado e/ou de áreas externas da instalação sanitária do imóvel. 

Para mais informações sobre o Programa de Vistoria Residencial ou qualquer outra necessidade relacionada a esgoto, a BRK Ambiental disponibiliza atendimento 24 horas pelo telefone 0800-7710001.

 

O que diz a legislação

O lançamento de água pluvial no sistema de esgotamento é proibido pelo Regulamento da Concessão dos Serviços e pela Lei nº 7743, que dispõe sobre o Código Sanitário do Município de Cachoeiro de Itapemirim e que trata, além de outros temas, sobre a disposição das águas pluviais, publicada no Diário Oficial do Município do dia 14 de outubro de 2019. O Regulamento da Concessão, em seu artigo 10º, estabelece que “a rede de esgoto sanitário, integrante do sistema separador absoluto, não poderá receber, direta ou indiretamente, águas pluviais ou contribuições que possam vir a prejudicar o seu funcionamento”.
 

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