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Mães e profissionais da BRK Ambiental abordam os desafios do home office durante a pandemia

08 de Maio de 2020

A pandemia do novo coronavírus obrigou os profissionais a se isolarem, fazendo com que eles adotassem, em muitos casos, o trabalho remoto. E isso inclui as mulheres, que, ao estarem em casa 24 horas, precisam se desdobrar para equilibrar o home office, os serviços de casa e o cuidado com os filhos.
 
O cenário faz com que o Dia das Mães neste ano, comemorado neste domingo, dia 10 de maio, seja um tanto diferente em todo o mundo. Ao mesmo tempo em que a data retrata a importância das mães para a sociedade, carrega também, nesse momento em especial, uma reflexão sobre todos os desafios de ser mãe e profissional.
 
A BRK Ambiental em Cachoeiro de Itapemirim possui muitos exemplos de mulheres e mães que precisaram lidar com a alteração brusca da rotina. Uma delas é a assistente administrativa Aline Chiecon, de 28 anos, e mãe de Joaquim, de 2 anos. Em sistema de home office desde o dia 19 de março, a jovem afirma que a experiência tem sido, sim, difícil, mas igualmente positiva.
 
Para ela, é a oportunidade de ficar mais perto da criança e de acompanhar o seu o desenvolvimento, algo que até então não era possível. “Essa é a parte boa, com certeza. O lado mais complexo é exatamente conseguir dar conta das atividades profissionais quando se tem um filho pequeno, que vê você em casa e quer atenção o tempo todo. Tem sido realmente desafiador esse processo porque há momentos em que preciso de concentração para trabalhar. Por mais que o pai esteja em casa, é a mim que ele chama”, afirma.
 
A assistente administrativa diz ainda que, muitas vezes, trabalha com a criança no colo mesmo ou se permite parar uns minutos para dar atenção ao pequeno. “Tento manter a tranquilidade e assumo que ele tem assistido mais TV do que gostaria. Sei que é uma fase e que em algum momento isso tudo vai passar. Enquanto isso, vamos vivendo, trabalhando e adotando as medidas de prevenção recomendadas para evitar a contaminação pelo nono coronavírus”, ressalta.
 
Para a família, a comemoração do Dia das Mães será inédita. Pela primeira vez, estarão somente Aline, o marido e o filho em casa no dia. Mas ela não reclama. “O que posso dizer é que essa quarentena tem feito com que o Dia das Mães seja todo dia. Tenho tido o prazer de conviver de pertinho com o meu filho, de vê-lo dormir e acordar, e de acompanhar suas preferências”, diz.
 
Já a analista de Apoio Operacional Natália Ribeiro Mathielo, de 34 anos, confessa que a primeira semana de home office foi caótica. “Era uma novidade para mim e para as crianças. Então, diante disso, achei que fosse enlouquecer”, comenta.
 
Mãe de Gabriela, de 7 anos, e de Henrique, de 3, ela conta que aos poucos a família foi se adaptando e a situação entrando nos eixos. “Demorou para eles entenderem que, apesar de estar em casa, eu continuava trabalhando. Sem contar que ainda há as atividades escolares deles para apoiar e administrar”, ressalta.
 
Com o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) do filho caçula, Natália se vê ainda mais exigida. “Preciso ficar atenta ao nível de comprometimento da evolução dele, já que as atividades escolares estão suspensas e a terapia também. Mas há o lado bom, pois tenho tido a oportunidade de identificar alguns pontos que precisam de melhoria em tudo o que envolve o seu tratamento e acompanhamento”, avalia.
 
Na opinião da analista, a quarentena veio mostrar para a sociedade a necessidade de pausa e da importância de destinar um tempo para si mesmo. “Se ficar confinado é ruim, existe a parte boa de poder reorganizar as nossas coisas e a nossa casa. Nesse período, busco informações sobre a doença, tomo os cuidados necessários, mas sem neurose porque senão a gente acaba transmitindo o estresse para os filhos”.
 
O fato de receber todo o suporte que precisa para exercer as suas atividades profissionais contribui para passar por tudo com tranquilidade e menos angústia, segundo Natália. “A BRK está atenta ao nosso bem-estar. A empresa disponibilizou material de trabalho e acesso aos documentos dos quais precisamos e tem oferecido palestras online. É algo que faz a diferença”, elogia.
 

 

Tarefas de casa

 
Das mulheres mães entrevistadas, a supervisora financeira Lúcia Helena Dertochi Torres, de 54 anos, é a que mais tem tempo de empresa. Está na BRK Ambiental há mais de 30 anos. No período de quase dois meses em home office, só foi à empresa por duas vezes, e ficou lá por um espaço curto de tempo, só para resolver o que não conseguiu de casa.
 
Com filhos de 28, 22 e 18 anos, ela não tem as preocupações de mãe de crianças pequenas, mas o desafio de equilibrar os serviços domésticos com as atividades do trabalho. “Estando em casa, é muito difícil se desligar do que precisa ser feito no lar. No escritório, a gente nem lembra disso. Mas estando em casa é bem mais difícil”, opina.
 
Para Lúcia Helena, a experiência de trabalhar remotamente está tranquila. “A parte difícil é a saudade da convivência diária com os colegas de trabalho. Temos as ferramentas das quais precisamos para trabalhar e estamos bem assistidos. Mas sinto falta da interação que tínhamos pessoalmente. É tanta correria, são tantos compromissos para darmos conta no dia a dia, que a gente não percebe o quanto esse contato é importante. O isolamento social está nos dando a oportunidade de valorizar esses momentos”, diz.
 
No domingo, a família estará reunida em casa para celebrar o Dia das Mães. Não vai faltar afeto, e o melhor: pela primeira vez, a cozinheira não será Lúcia Helena. Os filhos é que vão colocar a mão na massa.
 

 

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