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Falta de saneamento afeta desempenho de estudantes no Enem

1º de novembro de 2018

Pesquisa feita pela BRK Ambiental em parceria com o Trata Brasil mostra o efeito da falta de saneamento no atraso escolar das estudantes

Acontece no próximo domingo, 4 de novembro, o primeiro dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Estudantes de 1725 municípios brasileiros farão a prova em busca de um resultado que garanta acesso a uma faculdade de ponta.

O desempenho no Exame, porém, depende uma série de fatores e um estudo realizado pela BRK Ambiental, em parceria com o Trata Brasil, mostra que o saneamento básico é um deles. 

No Brasil, 100 milhões de pessoas não têm acesso a serviços de coleta de esgoto e isso traz impactos para toda a população. O estudo “O saneamento e a vida da mulher brasileira”, lançado em outubro, analisou as consequências da falta dos serviços de água e de esgoto no público feminino.

No Enem, as meninas que não têm banheiro em casa tiveram aproximadamente 46 pontos a menos do que a média dos participantes do Exame. Elas têm, em média, 1,2 ano de atraso escolar em comparação com as estudantes que contam com condições sanitárias adequadas.

Como consequência, essas meninas apresentarão uma escolaridade menor que as demais quando entrarem no mercado de trabalho.

O estudo mostra que o acesso ao saneamento básico pode reduzir em até 10% o atraso escolar de uma estudante, o que equivale a 5 ou 6 meses de estudo.

Por que as mulheres são mais prejudicadas?

A falta de saneamento traz prejuízos para toda a sociedade, mas o estudo mostra que o efeito negativo nas mulheres é maior. Isso porque, no Brasil, os cuidados domésticos recaem sobre elas – assim como o cuidado dos filhos e parentes que adoecem em função de doenças relacionadas à falta de saneamento.

Em resumo, o tempo da mulher – seja para estudar, trabalhar ou descansar - é mais afetado do que o dos homens, embora estes também estejam sujeitos aos mesmos problemas.  

“No Brasil é a mulher que cuida dos afazeres domésticos. É ela quem cozinha e é quem se ausenta do trabalho para levar o filho no posto de saúde.  Portanto, a falta de saneamento afeta diretamente a sua vida em diversas esferas, com impactos inclusive na sua mobilidade socioeconômica”, destaca Teresa Vernaglia, presidente da BRK Ambiental. 


 

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