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Uso Consciente das redes de esgoto

18 de maio de 2020


Saneago e BRK Ambiental lançam campanha educativa para prevenir vazamentos de esgoto

Material alerta população sobre o uso correto da rede, pois cerca de 80% dos entupimentos e extravasamentos são causados pelo lançamento indevido de lixo, óleo e água da chuva na tubulação

Com o objetivo de orientar a população sobre o uso correto da rede de esgoto e  reduzir a quantidade de vazamentos, sobretudo no período de quarentena por causa do risco de contaminação do coronavírus, quando o público deve permanecer mais tempo em casa, a Saneago e a BRK Ambiental lançam neste mês a campanha educativa “Rede de esgoto não é lixeira”. Por meio de outdoors e inserções em rádios, TVs e jornais dos municípios de Aparecida de Goiânia, Trindade, Rio Verde e Jataí, os clientes serão alertados sobre os transtornos que o lançamento indevido de lixo, óleo e água da chuva na rede causam às cidades. A BRK Ambiental é a empresa subdelegada da Saneago para a gestão do esgotamento sanitário e execução de obras nestes quatro municípios.

Para se ter uma ideia, apenas no ano de 2018, 7.785 registros de atendimentos foram feitos nestas quatro cidades, com solicitações de reparo de vazamentos de esgoto. Já em 2019, o número saltou para 8.044. De forma geral, em cerca de 80% destes casos as obstruções de rede ocorreram por causa do lançamento de lixo e água pluvial na rede de esgoto. Entretanto, em cidades como Rio Verde, o índice de problemas resultantes do uso indevido da rede chega a 98%. Para se ter uma ideia da gravidade do problema, somente em Aparecida de Goiânia, mais de 400 toneladas de lixo e areia foram retiradas das Estações Elevatórias de Esgoto (EEEs) e Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) no ano passado. 

“A prática de direcionar a água da chuva para a rede coletora sobrecarrega o sistema e colabora para o refluxo do esgoto em vias públicas e estabelecimentos pelos ralos e vasos sanitários, além de danificar o sistema de coleta e transporte do esgoto, e interferir nas estações de tratamento de esgoto (ETE)”, explica a coordenadora de Operação e Manutenção da BRK Ambiental em Aparecida de Goiânia, Débora Muniz. Ela esclarece que as ETEs são projetadas para receber um certo volume de efluentes e, caso a água da chuva siga para o tratamento, pode ocorrer o aumento desproporcional da vazão, o que gera dificuldades no processo. 

Vilões

Embora a rede coletora seja projetada para receber apenas 1% de sólidos e 99% de material líquido, praticamente todos os dias as equipes retiram uma infinidade de objetos da tubulação. Dentro de um imóvel, estão conectados à rede de esgoto o vaso sanitário, as pias e lavatórios da cozinha e banheiro e o ralo do chuveiro, locais que deveriam receber apenas a água usada nessas atividades, mas que acabam recebendo uma grande quantidade de lixo. “Entre os itens indevidamente descartados nas redes estão absorventes, preservativos, roupas íntimas, fronhas, lençóis, tijolos e até mesmo pneus”, aponta Débora Muniz.

Diariamente, os operadores das ETEs encontram diversos tipos de lixo que chegam às estações, onde o resíduo é separado no primeiro processo, chamado gradeamento, e depois é encaminhado ao aterro sanitário. Na verdade, o problema ocorre antes mesmo da chegada do lixo às estações. Durante o percurso na tubulação, todo esse material pode obstruir a rede de esgoto e até mesmo rompê-la, causando os extravasamentos. 

A campanha educativa da Saneago e BRK Ambiental chama a atenção, de forma especial, para dois itens frequentemente descartados nos ralos, e que são os grandes vilões dos entupimentos das tubulações nos imóveis: as sobras de óleo e os fios de cabelo, que, quando acumulados criam uma espécie de barreira impedindo o fluxo natural do esgoto.

Cuidados

Para prevenir problemas no processo, as equipes da BRK Ambiental realizam manutenções periódicas nas redes existentes nos quatro municípios, com o uso de tecnologias que desobstruem a passagem do esgoto. No entanto, a colaboração da população é fundamental para evitar entupimentos e vazamentos, e este é o ponto central da campanha de orientação. “Basta levar em consideração a dica que é fornecida nos materiais de divulgação: a água da chuva não deve ser direcionada para os ralos e qualquer tipo de embalagem, materiais sólidos, óleo ou fios de cabelo também não devem ser descartados na rede de esgoto. O lixo deve ser jogado no lixo”, reforça a gerente Débora Muniz. 

Comunicação - Goiás 

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