São Lourenço da Mata

Escolher outra cidade
Notícias

Lixo na rede ainda é problema na RMR

9 de janeiro de 2019

Cerca de 124 toneladas de lixo foram retirados do gradeamento das Estações na Região metropolitana em 2018

Um dos maiores desafios para a operação eficaz da rede coletora de esgoto é a questão do lixo jogado indiscriminadamente pela população nos sistemas da Região Metropolitana do Recife. Somente nas unidades operadas pela BRK Ambiental, parceira privada da Compesa, mais 124 toneladas de lixo foram retirados do gradeamento das estações de tratamento e elevatórias da rede de esgoto.


As tubulações da rede de esgoto são projetadas para receber 99% de dejetos líquidos e apenas 1% de sólidos, provenientes da água que usamos no banho e na lavagem da louça e da roupa. Dentro de um imóvel, estão conectados à rede de esgoto o vaso sanitário, as pias e lavatórios da cozinha e banheiro e o ralo do chuveiro, locais que deveriam receber apenas a água usada nessas atividades, mas que acabam recebendo uma grande quantidade de lixo. 


Por meio de campanhas educativas, a área de Responsabilidade Socioambiental atua em diversas frentes para sensibilizar a população sobre as consequências do descarte inadequado  de lixo na rede coletora de esgoto. Mesmo assim, esses números não diminuem. Diariamente, os operadores encontram diversos tipos de lixo que chegam às estações, entre eles: preservativos, absorventes, fraldas, embalagens, pedaços de brinquedo, sacolas plásticas, entre outros. Ao chegar às estações, esses resíduos são separados através da primeira etapa do processo de tratamento, chamado gradeamento, e depois são encaminhados ao aterro sanitário. 


O problema ocorre, ainda, antes mesmo da chegada do lixo às estações. Durante o percurso, todo esse material pode obstruir a rede de esgoto e até mesmo rompe-la, causando os desagradáveis extravasamentos de esgoto. “É fato que ninguém gosta de esgoto a céu aberto, entupido nos imóveis ou extravasando nas ruas, mas o que pouca gente sabe é que é possível evitar esses entupimentos na rede coletora com uma simples atitude: jogando o lixo no lixo e não no vaso sanitário, ralos de banheiro e de pias”, ressalta a coordenadora de Responsabilidade Socioambiental da BRK Ambiental Karine Mourato.


Além desses resíduos, dois itens frequentemente descartados nos ralos são os grandes causadores dos entupimentos das tubulações nos imóveis e nas ruas: as sobras de óleo e os fios de cabelo. Quando acumulados, esses dejetos criam uma espécie de barreira sólida, impedindo o fluxo natural do esgoto. 


O coordenador de manutenção de redes da BRK Ambiental, Robson Figueirêdo, explica que a população pode contribuir usando adequadamente a rede. “Identificamos os problemas por meio das nossas limpezas preventivas ou pelos chamados da população no Serviço de Atendimento ao Cliente da Compesa, ou seja, eles jogam o lixo e depois nos acionam para trabalharmos corretivamente na localidade. Se não houvesse esse despejo irregular, poderíamos trabalhar apenas preventivamente nos coletores, realizando as limpezas antes da obstrução ocorrer. Efetivamente, nos locais onde temos mais ocorrências, temos uma equipe que retorna depois de atendido o chamado e faz uma limpeza geral e completa no coletor (chamamos de limpeza preventiva) para que problemas como esse não voltem a acontecer”, reforça. 
 

Lixo na rede de esgoto na Região Metropolitana do Recife prejudica sistema de esgoto

 

 

ACOMPANHE NOSSAS OBRAS, AVISOS E TUDO QUE ACONTECE NA BRK AMBIENTAL DA SUA CIDADE